Dose dupla: Cristian Aguazo promove novamente seu livro em
noite de homenagem ao Frei Pacífico

Dose dupla: Cristian Aguazo promove novamente seu livro emnoite de homenagem ao Frei Pacífico

O escritor Cristian Edgar Aguazo relança seu segundo livro (O Alívio da Variação) neste domingo, dia 6 de julho, no Quiosque Garden (galeria Frei Pacífico) a partir das 16h.
O lançamento oficial foi no dia 20 de abril, mas na oportunidade a gráfica não havia conseguido disponibilizar toda a tiragem da edição da coletânea de poemas.
Agora, com força total, os livros estarão disponíveis para comercialização, numa tarde que terá muita música, recital, além da entrega de uma menção honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná, subscrita pelo deputado Goura, ao artista plástico Antonio Augusto Sobrinho, o Frei Pacífico.
“Será uma justa e bela homenagem a este grande artista que nos inspira e que engrandece o nome de nossa cidade, carrega ele mesmo consigo a nossa história. Fico honrado de dividir este momento com o Frei Pacífico”, diz.
Na oportunidade, o servidor da Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, Anderson Gibathe, estará representando o deputado do PDT e fazendo a entrega da homenagem.
A programação se estende até a noite e deve reunir os amantes da literatura, da arte em suas variadas facetas e agitadores culturais.
O Alívio da Variação é fruto do concurso da lei Aldir Blanc, do governo federal, com apoio do Município de Guaíra, com atuação direta da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.
O concurso, que premiou o projeto, foi realizado em dezembro do ano passado e contemplou diversas áreas artísticas, incluindo a literatura.
Materializado pela Kan editora, de Londrina, e cadastrado na Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo, a obra tem capa do prestigiado editor Marcos Losnak (revista Coyote), prefácio e crítica do poeta Alessandro Barbosa, guairense radicado em São Paulo, mestre pela UFPR e doutorando em literatura portuguesa pela USP, e orelha assinada pelo compositor e jornalista Bernardo Pellegrini, que também foi secretário de Cultura de Londrina em duas oportunidades.
“Tive contato com o trabalho do Losnak através da revista Coyote, certamente a mais bela revista literária do Brasil, que por mais de uma década nos legou exemplares que guardo com carinho. O Bernardo Pellegrini eu conheci na sequência, é um compositor já gravado por Elza Soares, e que tem um trabalho incrível, com vários discos lançados, álbuns de belíssimas canções. Tive o prazer de trazer o show do Bernardo no Cine Teatro Sete Quedas em 2019, ele é fantástico. Além de músico, Bernardo é jornalista com passagens pelos principais veículos do Brasil, como Veja e Folha de São Paulo, além de ter criado o caderno cultural da Folha de Londrina, numa época em que a Folha de Londrina era o principal jornal do interior do país. Gente tarimbada, experiente. Eu fico extremamente lisonjeado em ter trabalhado junto  com estes caras nesta edição. O meu primeiro livro, o Enjoei do Vermelho, também teve a capa assinada pelo Marcos Losnak. O prefácio, por sua vez, é assinado pelo Alessandro Barbosa, que também é poeta. Aliás, um poeta formidável. O Alessandro é ex-vocalista da banda Perfeição, compositor, intelectual, um cara que admiro muito e que me conhece bem, fizemos o curso de letras juntos na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, estou falando de um ser humano ímpar e que tem um talento que transborda. Reunir este time é para mim motivo de muita satisfação, sou fã dos três. Pode parecer exagerado e não é tietagem: o que é certo é certo, estou adjetivando pessoas que fazem jus aos elogios. Quem duvida pode conferir, declaro sem medo do risco, pois são eles três artistas de bom nível. Sou grato de tê-los comigo nessa viagem literária”, explica Cristian.


Escrito a sangue
Os poemas do livro são divididos em três partes e fazem referência a tipos sanguíneos (A, B e AB). “Eu entrego no livro o A, o B e o AB, rs. O tipo sanguíneo ‘Ó’ é representado pelo leitor, que doa tempo e recebe poesia. Este é o doador e o receptor universal. Minha escrita verte sangue mesmo, de todos os tipos. Todo mundo é poeta. Pelo menos o é aquele que gosta de poesia. A poesia funciona quando o poeta é lido, entendido, de modo que o leitor é fundamental para que um livro cumpra o seu papel. Eu escrevo para dar vazão às vozes interiores (“sol que vaza por persianas”, como diz Chacal) e essas palavras adquirem vida própria quando ganham a mente – e o coração –  de um bom leitor. Elas se bastam. Eu sou mero instrumento dessa cadeia produtiva da alma, do corpo, da existência,  da consciência, e cuja importância está na obra, não no sujeito que escreve. Destilo no livro o que penso, sinto, senti, vi, pratiquei, acredito e também o que não acredito. Se vai agradar, se tem valor, eu não sei, mas a urgência, a vontade, o tempo dedicado à poesia justificam a publicação. Todo o outro processo  ou sua suposta importância cabe aos leitores, possíveis leitores, artistas, professores, essa gente que parece estar em extinção”, completa.
Em O Alívio da Variação há poemas intimistas, outros experimentais (um flerte com vanguardas que influenciaram o poeta Cristian), letras de música e versos de temática social.


Serviço
O Alívio da Variação – Cristian Edgar Aguazo
Rua Doutor Rogério Luz, 386, centro.
A partir das 16h, com música, leitura de poemas, chopp artesanal e pilsen, quitutes e comercialização do livro (50 reais).


Administrativo RPN

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