Na fluidez da vida moderna, a fé em Deus é âncora que jamais cederá
Como falamos na semana passada, vivemos sob o peso da pressa e da instabilidade. Na lógica da vida líquida, descrita por Bauman, tudo é passageiro — os vínculos, os sentimentos, até a identidade. O que não muda logo incomoda, o que exige compromisso é evitado. Mas, em meio a essa constante dissolução, existe algo que permanece firme: a fé.
Mais que uma crença, a fé é uma resposta contracultural. Quando tudo é volátil, confiar em um Criador soberano é firmar os pés na rocha. É declarar que há sentido, mesmo quando o mundo prega o vazio. É resistir à pressa interior que nos fragmenta, afirmando que há um lugar seguro — e eterno — para onde podemos retornar.
Jeová, o Deus de nossos pais, não muda, não falha, não se esgota. Ele é refúgio e fortaleza, como lemos em Salmos 46:1:
“O Altíssimo é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”
Essa presença constante é o que falta à alma moderna: alguem (algo) que não escorregue com o tempo. Não é por acaso que o Mestre Jesus Cristo de Nazaré disse, conforme em Mateus 5:6:
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.”
Fome e sede. Justamente o que a modernidade não consegue saciar. Mas quem busca o Eterno encontra sustento verdadeiro. Ser farto em Cristo é ser completo em um mundo que vive incompleto.

